O Ensino na Escola de Estudos Psicanalíticos visa à formação de analistas. Assim como Freud a institui, inicia pela análise pessoal, segue com entrada na prática e a correspondente análise de controle. Deste modo, a abordagem do conceito, veiculada na leitura cuidadosa de Freud e Lacan, é proposta em Campos Temáticos, considerados cruciais e indispensáveis para a formação psicanalítica, sob a responsabilidade de um ou mais psicanalistas da Escola. Além disso, a sustentação dessas modalidades se faz por aquilo que cada psicanalista nelas implicado dá de si para a causa psicanalítica comum, sendo, então, todas as suas atividades abertas aos Membros e Proponentes da Escola.

I – Campo Temático: Freud e a história do movimento psicanalítico

Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Nacitamara Fiorentini, Návia Terezinha Pattussi

Os alicerces da psicanálise encontram-se nas cartas de Freud dirigidas inicialmente ao amigo e colega Fliess, companheiro nas descobertas médicas. No decorrer das mesmas, as posições se tornam díspares e carta após carta o amigo passa a ocupar um outro lugar, ou seja, inicia-se o que vem a ser conhecida como a “própria análise” de Freud. Os textos fundadores e a virada da neurologia para a criação do método psicanalítico estão nos escritos dirigidos a esse interlocutor, quer nas missivas ou como anexo. A própria análise e a construção do edifício da psicanálise são indissociáveis e o que vem a seguir, constituindo-se no corpo teórico e prático, é a sequência desta conversa que ultrapassou em muito as condições de cada um como indivíduo.
O acervo de cartas de Freud é notável, sendo impossível negligenciar a troca de correspondências com discípulos e intelectuais de sua época. Nelas encontramos não apenas o arquivo vivo da história do movimento psicanalítico como o cotidiano clínico de seu fundador e a formulação conceitual.
No momento estamos no primeiro conjunto de cartas: Freud/Fliess

As estruturas clínicas
Margareth Kuhn Martta
Mensal, terceira sexta-feira do mês, às 15h30
Local: Sede EEP Caxias do Sul

A Selbstanalyse (própria análise) de Freud – Texto: Correspondência de Freud a Fliess (1887-1904)
Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Nacitamara Fiorentini, Návia Terezinha Pattussi
Quinzenal, terça-feira, 19h30 às 21h
Em conjunto com Movimento Psicanalítico de Chapecó
Debatedoras: Beatriz Dias Malo, Vânia Aparecida Pattussi, Lia Cunha Poletto
Locais: Sede EEP Porto Alegre, Chapecó, Sede EEP Caxias do Sul


II – Campo Temático: Escritos e Seminários de Lacan

Mário Fleig, Maria Cristina Hein Fogaça, Izabel Joana Dal Pont, Sônia Maria Perozzo Noll, Nair Macena de Oliveira

A leitura de Lacan não se faz sem um retorno à letra do texto de Freud, para quem o inconsciente é uma superfície a partir da qual o sujeito pode existir. O reviramento proposto por Lacan, calcado na estrutura do real, do simbólico e do imaginário, postula que a essência da teoria psicanalítica é um discurso sem palavra. Ou seja, tira as consequências do achado freudiano de que os números e as letras têm uma afinidade particular com a Outra cena, a cena da noite, e nisso eles recortam o que de mais real há na linguagem. A leitura do inconsciente se dá no jogo de escrita e de decifração, tal como a leitura de um rébus. Assim, para dar conta do sujeito com o qual se opera na clínica, requer-se tomar a perspectiva estrutural: a práxis apreendida conceitualmente (estrutura) e o conceito posto à prova no exame do obrar artesanal particular e institucional, intensivo e extensivo da clínica se faz na apreensão topológica da estrutura do imaginário, do simbólico e do real (leitura das duas tópicas freudianas: inconsciente, pré-consciente e consciente; eu, isso e supereu). A topologia lacaniana, ao introduzir inovações conceituais, permite elucidar e operar muitos dos impasses que restaram na clínica freudiana. A forma (Gestalt), o tamanho e as distâncias não têm mais nenhuma função, assim como uma nova estética (espaço e tempo) se impõe. A fita de Möbius escreve uma nova relação entre interior e exterior: o inconsciente é o discurso do Outro, o mais exterior e o mais íntimo, a extimidade. Subverte-se a relação sujeito/objeto. Sujeito é corte, o objeto é o que causa (objeto a), ambos bidimensionais. Do estágio do espelho, leitura lacaniana da teoria do eu e do narcisismo de Freud, ao grafo do desejo e à identificação vemos como se diferencia a variabilidade de cada sujeito, tomado um por um em sua particularidade, do que resta de invariante. Assim, a teoria psicanalítica, que jamais se completa em um sistema, suscita enorme resistência e sua torção requer aquilo que especifica o achado maior de Freud: o desejo do analista. “O desejo do analista é o que, em última instância, opera na psicanálise”, profere Lacan em Roma.

Estudo do Seminário IX de Lacan – A identificação
Izabel Joana Dal Pont, Sônia Maria Perozzo Noll
Mensal, primeira quarta-feira de cada mês, 19h45 às 21h30
Local: Sede da EEP Caxias do Sul

Laboratório de topologia psicanalítica
Maria Cristina Hein Fogaça, Martha Wankler Hoppe
Semanal, segundas-feiras, 18h às 19h30
Local: Sede EEP Porto Alegre

Por uma clínica topológica: as identificações
Mário Fleig
Mensal, terceira quinta-feira de cada mês, às 20h
Datas: 15/03, 26/04, 17/05, 14/06, 16/08, 13/09, 18/10
Local: Sede da EEP Porto Alegre


III – Campo Temático: Psicanálise da criança

Margareth Kuhn Martta, Maria Marta Só Vargas de Oliveira e Denise Nunes Mousquer

O Campo Temático Psicanálise da criança reúne atividades relativas à infância e à especificidade da clínica com crianças nos diferentes contextos contemporâneos, sejam institucionais ou em consultório particular. Propõe o Colóquio: do berço à escola, mensalmente, que aborda a clínica do autismo, a clínica psicanalítica com crianças hospitalizadas e em outras instituições, assim como a particular interlocução entre clínica e escola diante dos impasses nas aprendizagens. Compõe também este Campo Temático o Núcleo de Estudos sobre Intervenções Psicanalítica com crianças em risco psíquico, do qual fazem parte profissionais de diversas áreas como: neurologia, pediatria, fisioterapeuta, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e psicomotricidade, que se propõem a estudar e a pesquisar o tema dos aspectos estruturais e instrumentais do desenvolvimento incluindo a clínica das crianças em sofrimento psíquico.

Colóquio: Do berço à escola
Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Maria Folberg, Denise Nunes Mousquer e Nair Macena de Oliveira
Mensal, quarta quinta-feira de cada mês, 20h às 21h30
Datas: 22/03; 28/04; 24/05; 28/06; 23/08; 27/09; 25/10; 22/11
Local: Sede da EEP Caxias do Sul e Sede EEP Porto Alegre

Núcleo de Estudos: Intervenções Psicanalíticas com crianças em risco psíquico
Ariela Siqueira Dal Piaz, Giselle Dalsochio Montemezzo, Margareth Kuhn Martta
Mensal, quarta segunda-feira de cada mês, 20h às 21h30
Local: Sede EEP Caxias do Sul

Interlocuções com Gabriel Balbo: Ato de nascimento do autismo, significâncias do traço unário
Gabriel Balbo
28 de abril de 2018
Local: Sede EEP Caxias do Sul e Sede EEP Porto Alegre

Interlocução com Myriam Szejer sobre a clínica de crianças em risco psíquico
Myriam Szerjer
Data: 17/03/2018, 7h30
Local: Sede EEP Caxias do Sul e Sede EEP Porto Alegre

IV – Campo Temático: Serviço de Atendimento Clínico

Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Martha Brizio

Aberto a todos os membros e proponentes que se disponham a ingressar em um dos projetos clínicos. O modo de trabalho que propomos requer um engajamento com participação regular nas atividades teórico-clínicas e disposição para partilhar com os demais membros da equipe as interrogações, os impasses, o inesperado e também os avanços. À equipe compete o compromisso de respeitar o estilo clínico e estar atenta à singularidade de cada praticante.

Discussão de casos clínicos do Núcleo de estudos sobre intervenções psicanalíticas com crianças em risco psíquico
Margareth Kuhn Martta
Mensal: quarta segunda-feira de cada mês, 19h
Local: Sede EEP Caxias do Sul

Pesquisa-intervenção: Indicadores de referência para o desenvolvimento infantil nas escolas municipais de Educação Infantil em Caxias do Sul
Ariela Siqueira Dal Piaz, Elenice Cazanatto, Giselle Dalsochio Montemezzo, Margareth Kuhn Martta, Sandra Helena Mazzochi
Mensal, primeira sexta-feira de cada mês, 16h às 17h30
Local: Sede EEP Caxias do Sul

Núcleo de Apresentação Clínica de Pacientes
Martha Brizio, Mário Fleig
Sexta-feira, 14h, datas a confirmar
Local: Clínica de Atendimento Psicológico da UFRGS, Porto Alegre- RS

Núcleo Aproximações Clínicas nas Psicoses
Martha Brizio; Mário Fleig
Sexta-feira, às 18h30
Datas: 16/03, 27/04, 18/05, 15/06, 17/08, 14/09, 19/10, 23/11
Local: Praça Mal. Deodoro, 130/1502 – Porto Alegre – RS

Núcleo Gradiva
Rosane de Abreu e Silva, Maria Cristina Hein Fogaça
Quinzenal, primeiras e terceiras sextas-feiras, 16h às 17h30
Local: Sede da EEP Porto Alegre

Núcleo Letra
Conceição de Fátima Beltrão Fleig e Maria Nestrovsky Folberg
Supervisão da equipe:
quinzenal, quintas-feiras, 10h30 às 12h
Reunião da equipe com a participação de profissionais das escolas públicas:
quinzenal, quintas-feiras, 10h30 às 12h
Local: Sede da EEP Porto Alegre e Sede da EEP Caxias do Sul