Autor: Branca Solio

Há um infantil na psicose?

  Autor: Jean Bergès e Gabriel Balbo CMC Editora, ISBN 85-88640-04-X, 164p.,2003   Y a t-il un infantile de la psychose?, seminário clínico de Jean Bergès e Gabriel Balbo desenvolvido de outubro de 1998 a junho de 1999, dá continuidade ao seminário sobre as teorias sexuais infantis, e serviu de base para a redação do livro Psicose, autismo e falha cognitiva na criança, publicado na França em 2001. É em torno de um verdadeiro tabu que se constroem as questões levantadas neste seminário: pode-se falar de psicose da criança ou de psicose na criança? Se isso é possível, como falar? O que falar? Quando falar? Essas questões, e muitas outras, estão à espera, levantadas pela sutileza do título com o qual, na primeira lição, os autores abrem seu ensino. Há um infantil da psicose?(Y a t-il un infantile de la psychose?). Mesmo que não façamos a análise lógica dessa construção francesa interrogativa, a própria estrutura da frase deve ser interrogada e merece que nela nos detenhamos um instante, pois, com efeito, esse ipsilon, que se tornou latino através de uma longa história de vogais e de consoantes, é ao mesmo tempo um pronome e um advérbio. Esse y, na expressão Y a t-il, seja na função de advérbio (“aqui”, “neste caso” e “neste momento”) ou de pronome, não tem sentido analisável. Entretanto, é possível destacar a impersonação redobrada (o...

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Psicose, autismo e falha cognitiva na criança

Autor: Gabriel Balbo e Jean Bergès CMC Editora, ISBN: 85-88640-07-4, 208 p., 2003 Esta obra se apresenta como a seqüência da elaboração do conceito e da clínica do transitivismo a que Gabriel Balbo e Jean Bergès deram início em Jogo de posições da mãe e da criança (Porto Alegre, CMC Editora, 2002). A partir do instante em que se trata de crianças autistas ou psicóticas, os autores colocam em evidência a importância teórica e clínica da contribuição decisiva de Lacan: o grande Outro. Balbo e Bergès sustentam que não se pode mais falar de psicose, de autismo ou de falha cognitiva na criança como entidades autônomas que suporiam uma etiologia linear ou uma causalidade plurifatorial. Ao contrário, é necessário considerá-las como modalidades de respostas a fatores predeterminados que se organizam de forma complexa, sob o modo de uma topologia em constante transformação em torno desse ponto de arrimo e de referência que é o grande Outro para a criança, os pais, o analista e a instituição. Os autores mostram como se articulam as funções, as posições e as relações recíprocas do grande Outro com as formações do inconsciente descobertas por Freud e retomadas por Lacan. Com crianças psicóticas e autistas, a ambição dos autores é oferecer os elementos próprios para estabelecer uma direção do tratamento que leve em conta não somente a problemática de sua estrutura, mas também o...

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O nascimento da “Traumdeutung” observado a partir da correspondência de Freud com Fliess

Maria Cristina Fogaça É instigante observar como o interesse pelos sonhos aparece cedo na correspondência de Freud com Fliess. Uma intuição que Freud não abandona e que se permite exercitar em suas correspondências e conversações com o amigo. Em certos momentos, parece mesmo que o enigma dos sonhos o sustenta nos reveses da clínica e na elaboração da sua teoria. Em setembro de 1897, ao aperceber-se dos equívocos de algumas de suas construções teóricas, escreve que não acredita mais em sua neurótica. E com a constatação dos reveses de sua clínica, com a perda substancial de clientes, não se envergonha nem se deprime, ao contrário, orgulha-se de ter ido tão fundo em seu trabalho e ainda assim ser capaz de criticá-lo e interpreta isso como a possibilidade de avançar rumo a novos conhecimentos. Nesse momento, então, escreve: “É uma pena que não se possa ganhar a vida com a interpretação dos sonhos”. Seu sofrimento na gestação deste trabalho aparece pungente e mesmo comovente em algumas cartas. Há momentos em que produz com abundância e com alegria e outros em que se afunda num mal estar, que por vezes chega a atacar seu físico, por não conseguir superar os impasses teóricos que vão surgindo. Há outros, no entanto, que emerge triunfante do mar cinzento das incertezas, demonstrando sua euforia por sentir-se um desbravador de mundos nunca “d’antes” explorados. As cartas...

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Novas formas clínicas no início do terceiro milênio

Autor: Charles Melman CMC Editora, 2003 Os desafios da psicanálise diante da mutação cultural em curso é o tema deste livro que aborda as novas formas de organização social e suas incidências clínicas. Face à depressão, à histeria, às toxicomanias, à psicose e aos psicofármacos, qual a posição do psicanalista e o que pode propor ao analisante? Em tempos de “politicamente correto”, fanatismos, utopias, ideologia liberal, Internet e comunitarismo, o que causa o desejo no homem e na mulher? O que faz os casais se manterem juntos? E a adoção de filhos por casais homossexuais? Essas perguntas de Charles Melman desencadearam instigantes debates entre psicanalistas de diversas regiões do país, reunidos na Associação Psicanalítica de Curitiba e na Biblioteca Freudiana de Curitiba. Charles Melman Psicanalista e psiquiatra, foi um dos principais dirigentes da École freudienne de Paris. É o fundador da Association lacanienne internationale e autor de numerosas obras e textos. Resenhas Em abril de 2002, durante três dias, por dezoito horas, cerca de trezentas pessoas encontraram-se em Curitiba para participar do seminário ministrado pelo psicanalista Charles Melman, em um evento que chegou a ser nomeado pelos presentes como um Congresso Lacaniano Brasileiro. Foi um privilégio usufruir desta interlocução, no verdadeiro sentido do termo, promovida pela fala experiente, fascinante e, ao mesmo tempo, provocante deste aluno e parceiro de Jacques Lacan na École freudienne de Paris. A reverberação de...

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As dissipações do inconsciente

  Autor: Roberto Harari CMC Editora   Os desafios da psicanálise diante da mutação cultural em curso é o tema deste livro que aborda as novas formas de organização social e suas incidências clínicas. Face à depressão, à histeria, às toxicomanias, à psicose e aos psicofármacos, qual a posição do psicanalista e o que pode propor ao analisante? Em tempos de “politicamente correto”, fanatismos, utopias, ideologia liberal, Internet e comunitarismo, o que causa o desejo no homem e na mulher? O que faz os casais se manterem juntos? E a adoção de filhos por casais homossexuais? Essas perguntas de Charles Melman desencadearam instigantes debates entre psicanalistas de diversas regiões do país, reunidos na Associação Psicanalítica de Curitiba e na Biblioteca Freudiana de Curitiba. Charles Melman Psicanalista e psiquiatra, foi um dos principais dirigentes da École freudienne de Paris. É o fundador da Association lacanienne internationale e autor de numerosas obras e textos. Resenhas Em abril de 2002, durante três dias, por dezoito horas, cerca de trezentas pessoas encontraram-se em Curitiba para participar do seminário ministrado pelo psicanalista Charles Melman, em um evento que chegou a ser nomeado pelos presentes como um Congresso Lacaniano Brasileiro. Foi um privilégio usufruir desta interlocução, no verdadeiro sentido do termo, promovida pela fala experiente, fascinante e, ao mesmo tempo, provocante deste aluno e parceiro de Jacques Lacan na École freudienne de Paris. A reverberação...

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