Autor: Branca Solio

Ciclo de conferências com psicanalistas europeus

Escola de Humanidades da Unisinos e Escola de Estudos Psicanalíticos promovem um novo ciclo de videoconferências em Porto Alegre,  aos sábados, das 9h às 12h. Inscreva-se em todas ou nas que desejar, pelo telefone (51) 3328 4727 ou pelo email: eepsicanaliticos@terra.com.br. 01/04/17 – A psicanálise e o mundo contemporâneo: de um mal-estar ao outro – Jean-Pierre Lebrun 13/05/17 – O que se entende por sintoma em nossos dias? – Roland Chemama 23/09/17 – O psicopatológico na infância hoje – Sandrine Calmettes 28/10/17 – A psicanálise e a psiquiatria na atualidade – Jean-Pierre Lebrun 14/04/18 – A adoção e as...

Ler mais

XII Jornada da Escola de Estudos

Psicanalíticos: A ética da psicanálise

No “Mal estar na civilização”, Freud nos defronta com a assustadora tendência nativa do homem à maldade, à agressão, à destruição e, portanto, à crueldade. Essa maldade habitaria no próximo, mas não há nada mais próximo do que em si mesmo, esse gozo do qual não se ousa aproximar-se. Aproximando-se surge a agressividade, diante da qual se recua, mas que retorna contra si mesmo, vinda em lugar da Lei esvanecida, pois Deus está morto. Consequentemente, como dar conta do mandamento: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”, se amar o próximo pode ser a via mais cruel? Então, na posição de analista, caberia o desejo de realizar o bem, o desejo de curar? Lacan enfatiza que no homem, não se trata de satisfação da necessidade, e sim de satisfação da pulsão, a qual se constitui numa dimensão histórica.  O ex-nihilo, o nada da Coisa, é o ponto de criação, do qual nasce o que é histórico na pulsão. “No começo era o verbo”, o significante, consequentemente a pulsão de morte se articula à cadeia significante. Então, nos momentos em que a destruição emerge na transferência, seria importante algum cuidado especial do analista na condução do tratamento? O desejo radical é o desejo de morte manifesto em forma de destruição, e o que faz barreira encobrindo-o é o bem e o belo. Ou seja, o bem e o belo...

Ler mais

Jogo de posições da mãe e da criança:

Ensaio sobre o transitivismo

Autor: Jean Bergès e Gabriel Balbo CMC Editora, ISBN: 85-88640-03-1, 160 p., 2002   É comum observar que ao ver um filho em perigo de cair ou vítima de uma queda sua mãe se mostre afetada por isso e lhe exprima esse afeto de dor de modo demonstrativo, mas, sobretudo, particularmente articulado na fala. O que ela experimenta e comunica desse modo é uma certeza, porque ela sustenta seu afeto em um real e, por esse motivo, seu filho lhe dá razão a partir do que ela lhe diz. Assim, o transitivismo não é somente o que a mãe experimenta e demonstra, é também um processo que ela introduz quando se dirige a seu filho, porque faz a hipótese de um saber nele, saber em torno do qual seu apelo vai circular, como em torno de uma polia, para a ela retornar sob a forma de uma demanda; demanda que supõe ser a de uma identificação de seu filho ao discurso que ela lhe dirige.Nesta obra, os autores se empenham em mostrar a importância clínica e teórica do estudo do transitivismo, que ilumina, de modo inédito, a emergência precoce e em seguida a resolução do jogo de posições da mãe e de seu filho no discurso que...

Ler mais

Depressão, a grande neurose contemporânea

O psicanalista Roland Chemama, com as ferramentas legadas por Freud e Lacan, interroga, em nossa modernidade, que na depressão há um tipo de recusa da realidade, um medo do futuro, uma relação com o tempo que coloca o sujeito de hoje em uma grande perplexidade frente às tarefas cotidianas e aos engajamentos no mundo. Como o analista, de quem se poderia dizer que é um cidadão um tanto marginal e cujo pão de cada dia é ouvir a queixa de um particular, poderia não estar interessado em repensar sua prática analítica a partir de uma reflexão sobre a depressão, que Roland Chemama concebe “como uma estrutura psíquica particular na qual um homem ou uma mulher podem estar privados de suas referências simbólicas”? Sob a forma de uma série de cartas endereçadas a um interlocutor, o autor procura delimitar os elementos estruturais do que atualmente nomeamos depressão. O diagnóstico tem sido freqüentemente evocado para qualificar dificuldades subjetivas diversas. Seria preciso contestar sua pertinência? A depressão apresentaria uma unidade, pelo menos em um certo nível? Mais do que um humor sinistro, ela aparece como um desenvestimento radical do desejo, associado a uma paralisia da ação, que reúne impotência e utopia. Situando neste livro o que Lacan caracterizava como sendo “a grande neurose contemporânea”, o autor, em sua escrita literária ao mesmo tempo rigorosa e acessível, examina essa “doença do século”. Catherine...

Ler mais