Lacan, ao fundar uma Escola de Psicanálise, a École freudienne de Paris, pretendeu inventar uma organização institucional que estivesse de acordo com a prática psicanalítica de Freud, ou seja, de acordo com o inconsciente. Se a estrutura do sujeito do inconsciente está organizada em torno de um furo, visto que o objeto está perdido e o recalcamento originário é inapagável, qual seria o furo correspondente em sua Escola? Não seria a ausência de resposta preestabelecida sobre o que seja um analista e como alguém se torna analista? Ora, o cartel seguiria a mesma lógica: a falta de um saber pronto e abrangente e a ligação de cada um com a Escola a partir do desejo que lhe concerne em sua relação com a causa psicanalítica.  Em razão destas interrogações, sobre o que constitui o labor de cada um junto com os demais no tocante às formações do psicanalista, a Comissão de Publicações da Escola de Estudos Psicanalíticos propõe uma leitura inicial conjunta da Ata de fundação  da École freudienne de Paris, de 1964 e da transcrição das Jornadas de Cartéis, de 1975.

Comissão de Publicações – Escola de Estudos Psicanalíticos

Intervenções: Adriana Rossetto Dallanora; Ariela Siqueira Dal Piaz; Mario Fleig; Ricardo Casanova; Viviane Carla Dall’Agnol

Data: sábado, 21/10/2017, das 11h às 12h.

Local: Rua Miguel Tostes, 949, sala I – Bairro Rio Branco, P. Alegre

Modalidades de participação: presencial ou semipresencial (Skype)

Inscriçõeseepsicanaliticos@terra.com.br, fone 051 3328.4727 ou Whatsapp– 051 92212557